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domingo, 15 de janeiro de 2012

LAGRIMAS DE SANGUE

Busco as correntes que me prende a você.

Não encontro vestígios... quero me libertar.

Livrar-me deste martírio.



Já vaguei por sendas cruzei alamedas.

Hoje só caminho em trilas perdido

Como lobo sem matilha.



Gritei desesperado, não fui ouvido.

Descubro que os gritos são imaginários, não tenho voz.

Ela se foi sem que eu percebesse.

Pelo uso exaustivo indomado.



Parei, tentei colocar em  ordem  o que restou de mim.

Assustado  percebo  em que me transformei.

Chorei, mas em silencio e sem vestígio as lagrimas haviam secado.

Somente  gotas rubras de sangue a mostrar a dor além do corpo...na alma.

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