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domingo, 20 de março de 2011

PREMUNIÇÃO

O caos que descrevo
Ainda trêmula minhas mãos
O que era para dar luz
Transformou-se em escuridão
O exército como alienígenas
Tenta, tenta em vão
Sem planos nem iniciativas
Controlar a multidão
Que foge esbaforida
Como gado. Sem direção
Seus corpos suados brilham
É a contaminação
No céu já se foi o brilho
Daquele grande clarão
Resta apenas a fumaça negra
Que mergulha sobre o chão
Tornando o paraíso verde
Em cinza meio azulado
A cor da destruição
O mar, agora, sem vida.
Com manchas de irradiação
Lá se foi a cidade costeira
Foi em Angra a explosão.
                    ADY  ALVES

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